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Comunicado

Por: LSC   |   01-11-2018  |  Clube   |  
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Caros Leixonenses,

É com um sentimento de profunda repulsa e indignação que me dirijo a todos vocês. 
O Leixões assistiu na última Assembleia Geral a um dos momentos mais negros da sua história.
As palavras que me assolam neste momento são as de tentativa de “golpe de estado” e “assalto ao poder”.
É verdade que já me tinha sido transmitido por associados do Leixões a ambição do Presidente da SAD em “controlar” o clube, mas nunca pensei que essa ambição o pudesse levar tão longe...
É verdade ainda que havia membros dentro da minha direcção, de cuja lealdade e isenção desconfiava. Foi, aliás, por força dessa desconfiança que o Conseho Fiscal e a Mesa da Assembleia Geral, apresentou, antes da Assembleia Geral, a sua demissão.
Nunca pensei, porém, que fossem os próprios membros desta direcção que apoiassem o Presidente da SAD num pedido de destituição de todos os membros dos órgãos sociais.
Nunca pensei ainda que fossem esses mesmos membros desta direcção que solicitassem a eleição de uma comissão administrativa, para a qual se propusessem, juntamente com o Presidente da SAD, como membros.
Nunca imaginei possível que esses membros desta direcção que tinham estado, na noite da véspera da famigerada Assembleia,  em reunião de todos os órgãos sociais, tendo aí expressado total concordância com as decisões aí tomadas, fossem capaz de tal comportamento.
Mas a verdade, é que foram essas mesmas pessoas que se uniram ao Presidente da SAD para, permitam-me a expressão, “apunhalar” os seus companheiros de direcção e demais órgão sociais.
É verdade que esta direcção e demais órgãos tiveram falhas.
É verdade que as contas espelham uma realidade em nada dignificante para nenhum dos Leixonenses: a falta de verbas e ainda o não apuramento de parte das verbas do futebol de formação.
É verdade ainda que estamos perante uma direcção amadora, não remunerada e que talvez padecesse de alguma impreparação e desorganização.
Uma direcção profissional teria feito melhor? Muito provavelmente. 
Mas não posso deixar de recordar que a SAD do Leixões, cuja a Administração é profissional e remunerada, deixou cair, por falta atempada de pagamento, o PERES, o que obrigou, posteriormente, à apresentação de um PER.
Por último, e relativamente, às acusações que me foram cobardemente imputadas numa denúncia anónima distribuída pelo Preseidente da SAD apenas direi o seguinte:
1. É totalmente falso que tenha celebrado qualquer contrato com o Leixões para receber “comissões” no negócio da Repsol.
2. É totalmente falso que tenha recebido um cêntimo que seja do negócio da Repsol.
3. É verdadeiramente lamentável que o Presidente da SAD do Leixões  tenha, pela primeira vez, ido a uma Assembleia do clube para se prestar a distribuir um “documento anónimo” que, se não sabia, tinha por obrigação saber, continha afirmações falsas e altamente difamatórias e injuriosas.
4. No mínimo, deveria ao Presidente da SAD ter tido o cuidado de indagar a veracidade do “documento” que tão graves imputações fazia aos órgãos sociais do próprio clube que faz parte integrante da SAD que ele próprio representa.
5. Mas não, o Presidente da SAD ao invés disso, optou por ameaçar os membros dos órgãos sociais do Leixões Sport Clube que se a Assembleia não fosse suspensa, se demitissem de imediato todos os órgãos sociais e fosse eleita uma Comissão Administrativa para gerir o clube (na qual ele próprio se incluía), procederia à distribuição do documento a todos os presentes na Assembleia.
6. A única triste conclusão que me resta retirar é que a “sede do poder” falou mais forte...
7. É claro que a resposta que lhe foi dada pelos órgãos sociais, foi a de que distribuísse o “documento”.
8. Como é óbvio, este documento será remetido às entidades competentes para instauração dos competentes procedimentos criminais e para a consequente reposição do meu bom nome.
9. Informo ainda todos os Leixonenses que irei solicitar às entidades competentes uma análise exaustiva a todas as contas bancárias da Repsol e do Leixões Sport Club para provar que não recebi um cêntimo de qualquer destas últimas, ao contrário do que é referido no “documento” distribuído na Assembleia Geral.
10. Irei também disponibilizar junto das autoridades competentes a consulta de todas as minha contas bancárias para provar o acima referido.
  

Matosinhos, 1 de Novembro de 2018
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral